sexta-feira, 24 de fevereiro de 2012

Cala mais uma bela voz do Brasil


Cala mais uma bela voz do Brasil, Peri Martins de Oliveira, filho do compositor Herivelto Martins e Dalva de Oliveira, batizado artisticamente de Pery Ribeiro pelo radialista César de Alencar.

De voz elegante e suave ganhou como prêmio a primeira gravação de Garota de Ipanema, de Tom Jobim e Vinicius de Moraes em homenagem a Helô Pinheiro. O melhor intérprete das músicas de Tayguara. Homenageou com um CD o imortal Nelson Gonçalves.

Pery Ribeiro nasceu artista, aos três anos de idade já participava das dublagens em português de produções de Walt Disney, onde sua mãe dublava Branca de Neve e ele, o anão Dengoso. Aos cinco anos de idade participou do filme inacabado de Orson Welles “It’s All True”, escrito e dirigido por Orson e filmado no Brasil. Em 1959 trabalhando na TV Tupi como camaraman foi convidado a participar do programa de Paulo Gracindo na Rádio Nacional. Em 1960 estréia como compositor na voz de sua mãe, Dalva de Oliveira, com a música “Não devo insistir”. Em 1961 como cantor através de um compacto, logo a seguir um 78 rotações que incluía “Manhã de Carnaval” e “Samba de Orfeu”, ambas de Luiz Bonfá e Antônio Maria. “Ainda neste ano, gravou “O Barquinho” de Roberto Menescal e Ronaldo Bôscoli” Em 1962 seu primeiro LP sob o título de “Pery Ribeiro e seu mundo de canções românticas”, onde acompanhado ao violão por Luiz Bonfá encantou o mundo com a canção de seu pai, “Ave Maria no Morro”. A partir de então se dedicou totalmente a Bossa Nova, gravando todos os seus expoentes.

Na década de 70 gravou artistas como Ivan Lins, Raul Seixas, Gonzaguinha, João Bosco dentre outros. A partir dos anos 80 voltou a dedicar-se à Bossa Nova.

Nos Estados Unidos da América e na Europa, Pery Ribeiro a convite de Sergio Mendes integrou o grupo Bossa Rio dividindo o palco com nomes importantes do cenário artístico mundial como: Burt Bacharach, Johnny Mathis, Sérgio Mendes, Herb Alpert e Henri Mancini.

Em 2006 publicou em parceria com sua mulher o livro: “Minhas duas estrelas: uma vida com meus pais”, prefaciado por Ruy Castro e aclamado pela crítica como um dos marcos da literatura sobre a vida de artistas Brasileiros.

Pery Ribeiro deu vida à música Laura de Antonio Carlos e Jocafí:

Laura,

Me empreste um sorriso
É o que eu mais preciso
Pra poder viver

Laura,

Nesse meu bolero
Eu me desespero
Chego a plagiar
Coubanacan

Laura,

Me empresta um carinho
Venha! Dá-me tuas mãos
Pra gente andar, curtir, Oh!

Laura,

Teu comportamento
Tanto atrevimento
Me modificou

Laura,

Minha decadência
Sofre a influência
Eu vou morrer de amor

Oh! Laura...

quarta-feira, 25 de janeiro de 2012

Prometeu, revista ilustrada de cultura, vol III, 1949 – 1950, nºs 5 e 6. Centenário de Guerra Junqueiro. - Porto – Portugal.


Conheci Guerra Junqueiro em A VELHICE DO PADRE ETERNO. Obra que desnuda todo o seu anticrericalismo. São críticas ácidas e hilárias aos curas e papas, onde enumera pecados capitais como a gula, avareza, ganância e imoralidades possíveis.

No primeiro centenário de seu nascimento (1850 – 1950) a revista Prometeu prestou-lhe devida homenagem através de vários depoimentos de intelectuais, escritores e poetas.

Não creio seja de facilidade encontrar outro exemplar de PROMETEU: revista ilustrada de cultura, a não ser em livrarias que comercializam livros usados (sebos).

Extraordinária obra.